Seja bem-vindo/a

Obrigado por visitar meu blog. Comente, sugira, participe. Este é um espaço aberto
Mostrando postagens com marcador italia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador italia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de maio de 2014

Sciur padrun - Gigliola Cinquetti

https://www.youtube.com/watch?v=IdB2y4MOMy8

Quando Gigliola Cinquetti esteve em São Paulo em 1969, se apresentou no antigo Teatro Paramount e quando cantou essa música o teatro quase veio abaixo. Eu estava lá....

Confiram a letra original em dialeto piemontese e depois a tradução italiana e portuguesa:

Sciur padrun da li béli braghi bianchi,
fuora li palanchi, fora li palanchi,
sciur padrun da li béli braghi bianchi,
fuora li palanchi ch'anduma a cà.

A scuza, sciur padrun,
s'a l'èm fat tribulèr,
l'era li prèmi vòlti,
l'era li prèmi volti.

a scuza, sciur padrun,
s'a l'èm fat tribulèr,
l'era li prèmi volti,
ch'a'n saiévum cuma fèr.

Sciur padrun da li béli braghi bianchi...

E non va più a mesi
e nemmeno a settimane,
la va a poche ore,
la va a poche ore,

E non va più a mesi
e nemmeno a settimane,
la va a poche ore,
e poi dopo andiamo a cà.

Sciur padrun da li béli braghi bianchi...

E quando al treno a s-cefla
i mundéin a la stassion
con la cassietta in spala;
con la cassietta in spala;

E quando al treno a s-cefla
i mundéin a la stassion
con la cassietta in spala;
su e giù per i vagon!

Sciur padrun da li béli braghi bianchi...


Signor padrone dalle belle brache bianche(Tradução para italiano)

Signor padrone dalle belle brache bianche,
fuori i soldi, fuori i soldi,
 
signor padrone dalle belle brache bianche,
 
fuori i soldi chi andiamo a casa.
 

Scusi, signor padrone,
 
se l'abbiamo fatto penare,
erano le prime volte,
erano le prime volte,

scusi, signor padrone,
se l'abbiamo fatto penare,
erano le prime volte,
e non sapevamo come fare.

Signor padrone dalle belle brache bianche ....

E non va più a mesi
e nemmeno a settimane,
la va a poche ore,
la va a poche ore.

E non va più a mesi
e nemmeno a settimane,
la va a poche ore,
e poi dopo andiamo a casa.

Signor padrone dalle belle brache bianche...

E quando il treno fischia
le mondine alla stazione
con la cassetta in spalla,
con la cassetta in spalla

E quando il treno fischia
le mondine alla stazione
con la cassetta in spalla,
su e giù per i vagoni.

Signor padrone dalle belle brache bianche...

Senhor patrão das belas calças brancas(Tradução para português)

Senhor das belas calças brancas, 
passe o dinheiro, passe o dinheiro, 
senhor das belas calças brancas, 
passe o dinheiro que vamos para casa. 

Desculpe-me, meu senhor, 
se o fizemos sofrer, 
foram as primeiras vezes, 
foram as primeiras vezes,

Desculpe-me, meu senhor, 
se o fizemos sofrer, 
foram as primeiras vezes, 
e não sabíamos como fazer. 

Senhor das belas calças brancas .... 

E não vai mais meses 
nem mesmo semanas,  
só mais algumas horas, 
só mais algumas horas, 

E não vai mais meses 
nem mesmo semanas,  
só mais algumas horas,  
e depois vamos para casa. 

Senhor das belas calças brancas ... 

E quando o trem apita
As "mondinas"(mulheres que trabalhavam nos arrozais) 
com a caixa no ombro, 
com a caixa no ombro. 

E quando o trem apita
As "mondinas",
com a caixa no ombro,
Para cima e para baixo nos vagões. 

Senhor das belas calças brancas ... 


(Fonte: Blog  )

domingo, 10 de junho de 2012

Literatura - Eugenio Montale "Na fumaça"


Nel Fumo                                                               
                (Eugenio Montale - Premio Nobel de Literatura em 1975)

Quante volte t’ho atteso alla stazione                          
Nel freddo, nella nebbia. Passeggiavo                          
Tossicchiando, comprando giornali innominabli,
Fumando Giuba, poi soppresse dal ministro                               
Dei tabacchi, il balordo!                                                  
Forse un treno sbagliato, un doppione oppure una    
Sottrazione. Scrutavo le carriole                                    
Dei facchini se mai ci fosse dentro                                
Il  tuo bagaglio, e tu dietro, in ritardo,                            .
Poi apparivi, ultima. È un ricordo                                  
Tra tanti altri. Nel sogno mi perseguita.                         .


   Na fumaça
            
Quantas vezes te esperei na estação
no frio, na neblina. Andava de um lado para outro
com minha tossezinha, comprando jornais inomináveis
fumando Giuba, depois proibido pelo ministro
Dos tabacos, o idiota!
Quem sabe um trem errado, ou desdobrado, ou talvez
cancelado. Examinava os carrinhos
dos carregadores para ver se por acaso não levavam
dentro tua bagagem, e tu seguindo, atrasada.
Por fim aparecias, a última. É apenas uma lembrança
Entre tantas outras. No sonho me persegue.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O cinema e a culinária


A culinária sempre flertou com o cinema. Os pontos comuns que os unem são a forma de expressão das imagens e as fantasias e peculiaridades  do comportamento dos grandes chefes de cozinha retratados nas telas.

Fala-se também do paralelo que o cinema costuma fazer entre comida e sexo. Ingmar Bergman dizia que sexo e fome são a mesma coisa, ambos estimulam a humanidade. São canalizadores de sensações prazerosas despertando, através de aromas e sabores, desejo e sensualidade.

Pode-se dizer que os grandes diretores se renderam ao mito da culinária e souberam aproveitá-la tanto como tema principal ou como pano de fundo de seus filmes.

Um bom  exemplo é "A festa de Babette",premiadíssimo filme dirigido por Gabriel Axel com Stephane Audran(Babette) e Bibi Anderson. As melhores cenas são as os do preparo do banquete que Babette, uma refugiada francesa oferece para o pastor que a acolheu  na Dinamarca. Os convidados jamais haviam provado comida de altíssima qualidade e sabor. Um verdadeiro jantar real francês. 

"Como água para chocolate", de Alfonso Arau, com Marco Leonardi e Lumi Cavazos(Tita) mostrava como os sentimentos de Tita passavam de suas mãos (e até lágrimas) para os pratos que preparava, indo da tristeza ao amor. A cena das lágrimas invadindo a casa é antológica.

E "Chocolate",2000,  de Lasse Halstrom,com Juliete Binoche e Johnny Depp mostra como os sabores e visuais podem mudar o humor e a postura dos personagens.

Em "A grande noite", de Campbell Scott, os irmãos Primo e Secondo chegam a Nova Jersey e abrem o restaurante, Paradise. Primo é o chef perfeccionista e Secondo é o homem dos negócios. Enquanto um se frustra constantemente com a visão americanizada da comida italiana, o outro vê no país a chance de uma nova vida. Para fazer o negócio do restaurante ir para frente eles preparam a tal Grande Noite do título, um jantar para um músico de jazz e convidados, que pode mudar a sua sorte.
Uma frase de um  convidado resume um dos pratos especiais preparado pelos irmãos: "Eu deveria te matar! Essa comida está tão boa que eu deveria te matar!"

"Julie & Julia", dirigido por Norah Ephron, começa com uma cena marcante: ao desembarcar em Rouen, com destino a Paris, no final dos anos 40, Julia (Meryl Streep) tem sua primeira refeição na França: um linguado tão majestosamente preparado, que quase a levou às lágrimas. Julia se encanta com a culinária francesa, passa a estudá-la e praticá-la e depois escreve um livro.  Anos depois, Julie Powell (Amy Adams) entediada com o casamento e com o emprego resolve fazer algo diferente e cria um blog batizado de Julie/Julia Project. Para incrementar o blog ela resolve preparar as 524 receitas do livro que Julia escreveu sobre culinária francesa.

Mas a meu ver o filme que retratou com perfeição a arte da culinária foi "O sabor da paixão", dirigido por Robert Allan Ackerman e protagonizado pela precocemente falecida Brittany Murphy. Ela interpreta Abby, que  é abandonada pelo namorado em Tóquio. Perdida e sozinha,  tenta reorganizar sua vida em um país com uma cultura completamente diferente da sua. Após perceber os efeitos que a comida de um restaurante ramen provoca nos clientes, ela fica convencida de que seu destino é se tornar uma chefe de cozinha especializada. Logo ela consegue convencer Maezumi (Toshiyuki Nishida), o dono do restaurante,  a ensiná-la a fazer um bom ramen. Apesar do atribulado relacionamento entre os dois, que nem sequer falam a mesma língua, logo ela percebe que o ingrediente mais importante é cozinhar com amor.

Outros filmes interessantes que tiveram a gastronomia ou a culinária como pano de fundo:


    Super Size Me – A dieta do palhaço
    Sideways – Entre umas e outras
    Vatel – Um banquete para o rei
    A época da inocência
    Caminhando nas nuvens
    Tomates verdes fritos
    Cartas para Julieta
    Espanglês
    Ratatouille
    A fantástica fábrica de chocolate
    Comer rezar amar

Obs.: Culinária é a arte de cozinhar e gastronomia é o conhecimento das culturas culinárias. Abrange também, as bebidas, os materiais usados na alimentação e os aspectos culturais a ela associados. Por essas razões, a gastronomia tem um foro mais alargado que a culinária, que se ocupa mais especificamente das técnicas de confecção dos alimentos.