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sábado, 24 de maio de 2014

Padre José de Anchieta


A propósito da recente santificação do Padre José de Anchieta, reproduzo aqui um poema bastante atual de Guilherme de Almeida pedindo oração ao agora, São José de Anchieta:




Prece a Anchieta


Santo: erguesses a cruz na selva escura;

Herói: plantasses nossa velha aldeia;

Mestre: ensinasses a doutrina pura;

Poeta: escrevesses versos sobre a areia!



Golpeia a cruz a foice inculta e dura;

Invade a vila multidão alheia;

Morre a voz santa entre a distância e a altura;

Apaga o poema a onda espumejante e cheia...



Santo, herói, mestre e poeta: — Pela glória

que destes a esta Terra e a sua História,

Pela dor que sofremos sempre nós.



Pelo bem que quisesses a este povo,

O novo Cristo deste Mundo Novo,

Padre José de Anchieta, orai por nós!


Um pouco de literatura brasileira - Mario Quintana

Bilhete
"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda."

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Literatura - Fernando Pessoa em inglês


As to a child                                                                                      

As to a child , i talked my heart asleep                                        
With empty promise of the coming day,                                       
And it slept rather for my words made sleep                                              
from a thought of  what their sense did say                
For did it care for sense, would it not wake                            
And question closer to the morrow’s pleasure?                        
Would it not edge nearer my words, to take
The promise in the meting of its measure?                                  
So, if  is slept, ‘twas that it cared but for     
 present sleepy use of promised joy,                                                            
Thanking the fruit but for the forecome flower          
hich the less active senses best enjoy..                                         
              Thus with deceit do I detain the heart                           
              Of which deceit’s self knows itself a part.     
                                                                             
Como criança que fôra

Como criança que fôra, o coração embalo
Com o vago prometer do dia de amanhã
E ele adormece mais porque o falar faz sono
Que por achar sentidos no falar que digo
Pois, se os pensara acaso não acordaria
Para inquirir ao certo o dia de amanhã?
Não cingiria o jeito das palavras para
A promessa conter na forma que medisse?
E assim, se dorme, apenas é por se entregar
Ao de hoje sono que há na prometida festa
Agradecendo o fruto pela prévia flor
Que os sonos menos acordados melhor gozam
                  Eis que de enganos só meu coração detenho
                  Do qual o mesmo sabe que é uma parte.